LIBERDADE

 

Liberdade é a capacidade de o homem contribuir para sua própria evolução. A liberdade não chega automaticamente, é conquistada e não de uma só vez, precisa ser conseguida dia a dia. Como diz Goethe, na sua obra Fausto: “Conquista a existência e a liberdade, somente quem todo dia a reconquista”.


Um passo fundamental para a conquista da liberdade interior é “optar por si mesmo”. Esta estranha expressão de Kierkegaard afirma a responsabilidade de cada um pelo seu próprio “eu”, seu próprio ser, sua própria existência. É a atitude oposta ao impulso cego ou à existência rotineira, levada pela moda, pelos costumes, tradições, mas também pelas atitudes internalizadas as quais não questionamos sua razão de existir e sua função; “Optar por si mesmo” é uma atitude de vivacidade e decisão; significa que a pessoa reconhece existir naquele determinado ponto do universo e aceita a responsabilidade de sua existência (do que faz de si mesmo ou do que “fizeram dela”). Implica em aceitar o fato de que cada qual deve fazer suas próprias opções e escolhas fundamentais.

 

RESPONSABILIDADE

 

Quando a pessoa opta conscientemente por viver (liberdade), ela aceita a responsabilidade da própria vida, não como algo a que está presa, uma carga que lhe foi imposta, mas como um valor por ela escolhido. Pois essa pessoa agora existe em resultado de uma decisão pessoal. Por isso que se diz que liberdade e responsabilidade andam juntas. Quem não é livre, neste sentido, é um autômato e, é evidente, não tem responsabilidade, e se não pode ser responsável por si mesmo não pode ter liberdade.

 

CORAGEM

 

É justamente a aptidão para enfrentar a ansiedade que surge na conquista da liberdade. Nada mais é senão a resposta afirmativa (e não re-ativa) aos choques da existência, que precisamos suportar para atualizar a nossa própria natureza. O seu oposto, porém, não é a covardia, e sim a ausência de coragem (re-ação). Revela simplesmente que uma potencialidade vital não foi realizada, ou está bloqueada. O oposto da coragem é, por exemplo, a conformidade automática ou passividade diante das dificuldades, dos problemas, das injustiças, quando podemos lutar contra ou dar outro sentido a elas.

 

 

Reflexões baseadas do livro “O homem a procura de si mesmo”, de Rollo May.

 

 

 

 


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